
13 de junho
Por Kátia Amorim
Kátia Amorim, da USP de Ribeirão Preto, apresentou o resultado de vários estudos realizados com familiares, profissionais da educação, profissionais da saúde e, mesmo, com crianças com epilepsia, estudos os quais vêm avaliando a participação e inserção social destas últimas. Foram identificadas várias restrições no cotidiano dessas crianças, um dos elementos de restrição estando relacionado à super-proteção familiar. Aspecto significativo evidenciado refere-se à segregação (e ao forte estigma) que essas crianças acabam por sofrer em função da altíssima freqüência de participação em escolas especiais. Além disso, essa situação faz com que essas crianças acabem por não obter certificação escolar, aumentando as já reconhecidas dificuldades de emprego no futuro. Finalmente, o conjunto dos estudos indica uma baixa incidência de estigma com relação à doença, tanto pelos familiares, como pelos profissionais de saúde e da educação. Hipótese levantada é de que através de diferentes processos sociais/culturais/tecnológicos o estigma em relação à epilepsia vem se alterando na sociedade.