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29/10/2009
O problema do AVC no Brasil
Neste 29 de outubro, dia mundial do AVC, o País precisa despertar. O AVC precisa ser entendido como uma epidemia grave e como uma emergência de saúde pública.
Derrame, trombose, congestão, passamento, infarto cerebral, isquemia, tanto faz. Nenhuma das 28 denominações diferentes utilizadas no Brasil para designar o Acidente Vascular Cerebral (AVC) reflete o impacto desastroso desta doença em nosso País. O AVC é a principal causa de morte no Brasil! E há pelo menos 20 anos. A cada 5 minutos, uma pessoa morre por AVC no Brasil, totalizando mais de 100 mil óbitos todo ano. A doença é ainda a principal causa de incapacidade em adultos. A cada ano, retira do mercado de trabalho milhares de brasileiros e os deixa restritos a uma cama, incapazes de andar, tomar banho ou comer sem ajuda e, portanto, sem dignidade. Mas não precisava ser assim...
Causado, na maioria das vezes, pelo entupimento de uma artéria que leva sangue ao cérebro, o AVC se apresenta subitamente com sintomas variados: fraqueza ou dormência de um lado do corpo; dificuldade para falar ou entender; perda súbita da visão; dificuldade de coordenação; cefaleia explosiva. Da forma semelhante a um terremoto que antecede uma tsunami, estes sintomas iniciais devem ser encarados como o anúncio de uma tragédia. O paciente com AVC que não procura atendimento médico emergencial corre o sério risco de morrer ou ficar sequelado para sempre. Infelizmente, estes sintomas de alerta são ignorados pela população, que acaba buscando socorro médico no dia seguinte, quando resta muito pouco a ser feito.
Eficácia do tratamento
AVC já tem tratamento e é sim uma emergência médica. Existem remédios que, quando administrados ao paciente nas primeiras horas após o início dos sintomas, são capazes de desentupir este vaso sanguíneo obstruído e restaurar o fluxo sanguíneo para a região cerebral afetada. Desta forma, o sangue volta a correr pelo cérebro, levando oxigênio e nutrientes essenciais para o seu funcionamento. Este tratamento denominado trombólise (de trombo= coágulo; lise=quebra) foi comprovado cientificamente nos Estados Unidos há 14 anos e mudou a forma como a doença é tratada no mundo.
Os trombolíticos também têm sido utilizados para tratamento do infarto cardíaco há mais de 20 anos. Estudos realizados em vários países comprovam que este tratamento é custo-efetivo, reduz as sequelas do AVC e sua mortalidade, levando a economia do enorme montante de recursos que estão atualmente sendo consumidos com o tratamento de sequelas e complicações da doença. Por isso, nos países do primeiro mundo, onde o AVC é a segunda ou terceira causa de óbito, esta doença tem sido encarada com seriedade pelas autoridades, com investimento financeiro significativo em sua prevenção e tratamento. Entretanto a realidade no Brasil ainda é bem diferente.
Aqui no Brasil
Em nosso País o AVC vem sendo esquecido sistematicamente pelos gestores de saúde pública. Apesar de disponível no Brasil desde 2001, o tratamento trombolítico não é pago pelo SUS, e somente uma minoria consegue ser tratada com este medicamento. De fato, enquanto em alguns hospitais privados do Sudeste e do Sul, até 30% dos pacientes com AVC conseguem receber tratamento trombolítico, menos de 1% dos pacientes com AVC atendidos pelo SUS recebem esta terapia, geralmente em hospitais universitários que podem custear este medicamento, realocando recursos de outros setores. Além disso, faltam unidades de AVC, que são enfermarias com equipe interdisciplinar treinada e capacitada para o atendimento da doença. Estas unidades tiveram um impacto relevante na redução de mortalidade e sequelas do AVC em países do primeiro mundo.
Esta é mais uma demonstração da enorme disparidade social do Brasil. O AVC afeta ainda mais dramaticamente indivíduos da raça negra e pessoas com baixo poder aquisitivo. Pacientes com AVC se acumulam nas emergências superlotadas do SUS, sem tratamento, com sequelas que poderiam ser evitadas se a doença fosse encarada com seriedade pelo governo. De fato, o Brasil tem mais em comum com os outros países emergentes do bloco BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) do que a vontade de aumentar sua participação no mercado internacional. A alarmante epidemia de AVC nestes países não é uma coincidência. Não é a toa que estes quatro países estão entre as 10 nações com maior taxa de mortalidade por AVC no mundo. A combinação entre o aumento da expectativa de vida, o envelhecimento populacional e o descaso com as doenças cerebrovasculares produziu níveis galopantes de mortes causadas por estas enfermidades nos países emergentes.
Com a finalidade de modificar o grande impacto econômico e social do AVC no Brasil, a Coordenação Geral de Urgência e Emergência do Ministério da Saúde iniciou em julho de 2008, sob coordenação do Dr. Cloer Véscia Alves, na época Coordenador Geral de Urgência e Emergência, a implantar a Rede Nacional de Atendimento ao AVC. O objetivo foi de implementar um programa de atendimento ao paciente com Acidente Vascular Cerebral, visando contemplar todos os níveis de atenção: reconhecimento da população, atendimento pré-hospitalar, hospitalar, reabilitação e prevenção. A fase inicial do projeto é de estruturação da rede de urgência, com hospitais sendo capacitados e equipados em todo o país e interligados pelo SAMU para tratar o AVC conforme as recomendações internacionais e utilizando trombólise nos pacientes que tiverem indicação.
Todo o sistema de organização, capacitação, suporte técnico e monitorização da Rede Nacional está alicerçado pelos maiores especialistas em neurologia vascular do país - membros da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e da Sociedade Brasileira de Doenças Cérebro Vasculares (SBDCV) -, que formaram a REDE BRASIL AVC, com o objetivo de melhorar a assistência, educação e pesquisa no AVC. Todo o projeto está sendo organizado em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde, Hospitais Públicos e Privados e já demonstra resultados positivos com melhora da qualidade do atendimento em vários hospitais do país e diminuição das sequelas do AVC.
Depois de 18 meses de avaliação da situação do país, mais de 15 estados visitados e mais de 50 hospitais envolvidos com o projeto e em diferentes fases de organização, em setembro de 2009 o projeto Nacional foi interrompido pelo Ministério da Saúde. A posição da Academia Brasileira de Neurologia/Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares é que seja priorizada a estruturação de Redes Assistenciais de Cuidados Continuados ao paciente com AVC ou com fatores de risco para o AVC, que englobem todos os níveis de atenção: educação da população, prevenção primária e secundária, atendimento pré-hospitalar, hospitalar, reabilitação e reintegração social do paciente com AVC, com a implementação de todas as evidências disponíveis para o cuidado destes pacientes, como vem sendo feito no Projeto Nacional de Atendimento ao AVC, que apesar de interrompido pelo Ministério da Saúde, será mantido pela Rede Brasil AVC, apoiada pela ABN/SBDCV.
O AVC mata anualmente mais de 100 mil pessoas, é esquecido pelo governo e só é citado na mídia quando faz vítimas ilustres como o falecido deputado Clodovil. Chega de descaso. No próximo 29 de outubro, dia mundial do AVC, o Brasil precisa despertar. O AVC precisa ser entendido como uma epidemia grave e como uma emergência de saúde pública. É essencial mudar radicalmente a maneira como esta doença tem sido encarada neste País. Sob pena de continuarmos sendo varridos por esta tsunami anunciada.
Sociedade Brasileira de Doenças Cerebrovasculares e Academia Brasileira de Neurologia
São muitos os desesperos que envolvem o ser feminino. Quilos a mais, peitos de menos, rugas, celulite, estrias, profissão sem sucesso, casamento falido, filhos pequenos, adolescentes, marmanjos folgados, noites de insônia, noites prazerosas, a comida que queimou, a liquidação do shopping perdida, o cabelo preto ou loiro ou ruivo demais, o nariz pequeno ou muito grande, dentista, ginecologista, supermercado, escola dos filhos, reunião de trabalho, aniversário do marido, a moda, o desuso, o computador que insiste em não entender o sentimentalismo feminino. Ah! Meu Deus, se as pobres mulheres puderem escolher, serão meninos na próxima encarnação, as que insistirem em ser fêmeas devem estar em estágio avançado na psicoterapia.
Mas a situação pode piorar, eis que surge um fato novo e tão - ou mais - desesperador quanto os outros. Como se não bastasse sermos alvo do câncer de mama, podemos ser epilépticas. Convulsionar a qualquer momento e comprometer um emaranhado de sonhos e objetivos por causa dessa doença, ou melhor, condição.
Muitas mulheres sofrem com esse mal. Algumas desabafam, outras escondem como se ocultassem as gordurinhas a mais num “tubinho” preto. Mas elas vêm, as crises não têm hora ou lugar para acontecer. E se acontecer num jantar romântico com aquele homem que ela procurou em todos os chats da internet e, finalmente, encontrou?
Caso não aconteça num primeiro momento, pode vir no segundo, terceiro ou quando ela for buscar o resultado do teste de gravidez. Mas, epilépticas podem engravidar? A criança, no mínimo, vai ser problemática e rejeitada na escola como a mãe fora no passado.
Além disso, terá que criar o filho sozinha, pois o companheiro não aceitará uma mulher epiléptica, louca, e, agora, mãe. É demais para a cabeça de um homem que só tinha a intenção de constituir família.
E seguem os traumas, as inseguranças, o medo e o mito. Afinal, esses devem ser esclarecidos. Quantas são essas mulheres? Quais as histórias de vida que carregam? Conhecem o que têm ou julgam-se ainda piores do que qualquer mulher que não tem o peso ideal?
Tudo tem resposta e a informação deve ser disseminada. E eu, jornalista, não epiléptica, mas mulher, pretendo ajudá-las de alguma forma. Seja dizendo-lhes que podem ser amadas, podem ser aceitas, podem ser mães ou podem, simplesmente, ser mulheres.
Três notícias me chamaram a atenção semana passada. As três de certa forma relacionadas e apontadas, me pareceu inicialmente, para questões da ficção científica. Entretanto essas movimentações de atenção da mídia e do público em direção a certos temas traz diversas leituras interessantes. A que faço dessas três notícias, bem por cima diga-se de passagem, é que a concretização do antigo desejo de ler a mente, a partir de tecnologias próximas de uma realidade não tão distante, parece começar a pipocar. Já que não entendemos os reais mecanismos desse conceito abstrato que é a mente, teremos pelo menos acesso aos processos de escolha? A discussão é interessante e eu apostaria que vai ganhar força nos próximos anos.
• Leitura do cérebro permite prever escolha financeira
Duas opções diferentes. Uma pessoa precisa escolher entre elas. Cientistas americanos dizem ser possível prever qual será a resposta observando a atividade cerebral do voluntário. A experiência que fizeram envolvia decisões financeiras, mas eles acreditam que funcione até com questões sexuais.
A ideia é que algumas pessoas estão dispostas a arriscar mais para tentar maximizar ganhos. Outras preferem ter a certeza de que ganharão alguma coisa, ainda que pouco. O que os cientistas fizeram foi recrutar cerca de 200 pessoas e fizeram testes para dividi-las em ousadas ou cautelosas.
Ao mesmo tempo, eles mapeavam os cérebros dos voluntários para ver quais partes estavam sendo mais utilizadas. Essa técnica é conhecida como fMRI (uma sigla em inglês para Imageamento por Ressonância Magnética Funcional). As imagens mostraram que pedaços diferentes do cérebro entram em ação quando ousados e cautelosos precisam decidir alguma coisa. O trabalho foi publicado na revista “Neuron”. (continua)
* leia mais em Folha Online < http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u572946.shtml >
• Evidence mounts that brains decide before their owners know about it
EVERYONE has had the experience. You are confronted by a complex problem, with a not-so-obvious solution. You pore over it, engrossed, but still the answer will not come. Fearing you will be stuck for ever, you take a walk. Then suddenly, from nowhere, there it is. Eureka!
But did it really come from nowhere? A piece of research about to be published in the Journal of Cognitive Neuroscience, by Joydeep Bhattacharya at Goldsmiths’ College in London and Bhavin Sheth at the University of Houston, in Texas, suggests that although people are not consciously aware of it, their brains have to be in a certain state for an insight to take place. Moreover, that state can be detected electrically several seconds in advance of the “aha!” moment itself. (continua)
* leia mais em The Economist < http://www.economist.com/science/displaystory.cfm?story_id=13489722 >
• Pentágono financia pesquisa de telepatia
A Darpa, agência que ajudou a criar a internet e que financia as pesquisas do brasileiro Miguel Nicolelis, terá um projeto próprio para criar um leitor de pensamentos para ajudar soldados dos EUA
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos tem uma divisão de pesquisa avançada que é pouco conhecida do grande público mas que é responsável por algumas das mais importantes inovações da nossa sociedade. É a Darpa, sigla de Defense Advanced Research Project Agency (em português: Agência de Projeto e Pesquisa Avançada de Defesa) que, quando ainda não tinha a letra “d” em seu nome, inventou a Arpanet, precursora da internet – que permite a você, para dizer o mínimo, ler este texto. Agora, a Darpa está investindo em uma tecnologia que pode manter os EUA como líder militar do mundo por muito tempo – a telepatia. (continua)
* leia mais em Revista Época < http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI72931-15224,00-PENTAGONO+FINANCIA+PESQUISA+DE+TELEPATIA.html >
A questão que trago para discutirmos é o fato de muitos pesquisadores não considerarem enfermidades interrelacionadas com a antropologia social.
Tanto as doenças crônicas como as agudas necessitam ser vistas como processos biológicos E sociais. Só assim uma doença pode ser tratada integralmente, considerando o meio em que a pessoa vive, sua atividade social, dentre outros. Na atualidade, creio que não cabe mais profissionais sem um conhecimento horizontal, sem uma visão interdisciplinar das áreas envolvidas com a área da Saúde. Um exemplo é a desnutrição. Gera apenas um problema de saúde? Um outro ótimo exemplo das Neurociências é a Epilepsia, condição neurológica grave. Apenas o estudo biológico supre as necessidades desse paciente?
O que vocês acham?
Abraço a todos!
A pessoa com epilepsia é um ser humano com saberes, potencialidades, vontades de participação, culturas e valores. Não quer ser menos-prezada. Ou seja, não quer ter seus valores, estimas, considerações e importâncias diminuídos por alguém, mesmo que desavisadamente. Ao contrário, a pessoa com epilepsia quer ser mais-prezada. Ou seja, almeja uma oportunidade de se desvincular da condição de vítima, marcada pelos valores de diminuição e sofrimento. Valores que se originam nas situações em que essa pessoa é entendida como menos pelos outros.
A epilepsia é uma condição neurológica, e não uma doença. E, assim, merece todo o respeito como qualquer outra característica do ser humano. Para entender a epilepsia, antes, é preciso se imaginar com ela. Ao mentalizar uma situação de epilepsia, por exemplo, a pessoa pode imaginar situações de convulsão e de movimentos aparentemente desordenados.
Todas as impressões sobre algo visível podem ser transformadas e, assim, ganhar novos significados. E, portanto, é preciso agregar novos valores a respeito da epilepsia. O medo, seja sobre a crise de epilepsia ou outras manifestações não-esperadas e incontroláveis, só paralisa e desequilibra as relações humanas. E, por isso, o medo precisa ser trocado por uma significação de coragem e concórdia aceitativa, sem valores negativos e pejorativos. As pessoas não passam pela epilepsia por querem. Dentro dos conhecimentos dos profissionais de saúde, existe uma porção de fatores para explicar o surgimento da epilepsia. No entanto, os sinais físicos e visíveis da epilepsia não são contagiosos e, por isso, não representam riscos ao observador.
Durante uma crise, não existe perigo de engolir a língua ou da baba contaminar as pessoas que estiverem ao redor. Basta afrouxar as roupas da pessoa acometida e aguardar cerca de um minuto, até que os sinais visíveis tenham sido estagnados. Exercitar a tranquilidade, a calma e a paciência é fundamental. Não é uma possessão demoníaca e, portanto, se trata apenas de uma manifestação visível de uma ocorrência neurológica.
Após a manifestação, os que estiverem ao redor do acometido precisam informá-lo sobre o que ocorreu. Isso porque a pessoa com epilepsia geralmente não se lembra das etapas visíveis da manifestação. E, quanto menos dramática a ocorrência da crise for encarada pela pessoa que teve e pelos que estiveram ao redor, melhor será para o tratamento. A longo prazo, ao conviver harmoniosamente com a crise, a pessoa pode facilitar o trabalho dos profissionais de saúde e, consequentemente, gerar resultados significativos em relação ao estado de saúde.
Ao somar as forças dos profissionais de saúde com as dos demais agentes da sociedade, multiplicam-se as possibilidades de reabilitação do paciente. As mudanças precisam começar. E, para isso, é preciso agir. As parcerias entre as empresas, as entidades sociais e o poder público podem gerar, por exemplo, programas de capacitação do trabalhador com epilepsia. E, assim, a vida da pessoa com epilepsia pode sair das sombras e se iluminar tal como um arco-íris. Assim como o aro-íris, a convivência harmoniosa com a epilepsia surge quando as diferenças são transfundidas para um canal de integração e equilíbrio. Canal sem ligações com o julgamento ou a diferenciação maldosa. Arco-íris esse que, para a pessoa com epilepsia, pode significar a materialização de possibilidades de reintegração social. A ONG ASPE (Assistência à Saúde de Pacientes com Epilepsia), por exemplo, dedica suas ações à formação do trabalhador com epilepsia e também dos contratadores desses profissionais. Isso porque é preciso mudar não só o comportamento do candidato à vaga, mas, também, a postura empresarial, pois, senão, o trabalhador vai continuar a ser barrado no momento em que disser que tem epilepsia.
Segundo a ASPE, no Brasil, é estimado que existam três milhões de pessoas com epilepsia. E, a esse número, somam-se 300 novos casos por dia. Aproximadamente 50% dos casos de epilepsia tem início na infância e adolescência. E essas pessoas querem ter vez e voz. Tais pessoas podem trabalhar em grupo em diversas atividades. E, ao se sentir integrado e valorizado tal como os demais trabalhadores, tal pessoa passa a praticar uma autoafirmação, marcada por uma vontade de se somar ao grupo. É preciso sepultar qualquer estigma sobre a epilepsia e unir as forças, para que, assim, surja uma pessoa multi-prezada, ou seja, alguém que se autoatribua múltiplos valores e que receba múltiplas manifestações de dignidade e respeito.
O arco-íris, conforme se optou por representar aqui, é uma forma imagética de exemplificar a mudança de postura e a esperança sobre a epilepsia. É preciso criar um jeito não-preconceituoso de observar a epilepsia. A imagem do arco-íris é algo desvinculado das sombras e, por isso, ajuda a criar novas conotações sobre a epilepsia. Mas, para construir esse arco-íris, ou seja, esse conjunto condições de expressão e sobrevivência, é preciso que todos se ponham em movimento em favor da participação efetiva dos serviços públicos e privados de saúde. As ações políticas só vão criar oportunidades para a pessoa com epilepsia, se a sociedade, de fato, reivindicar, numa linguagem simbólica, a presença de um arco-íris, ou seja, uma aliança íntegra, frutífera e visível na Terra entre pessoas com ou sem epilepsia.
Essas ações diminuem o mutismo social e o mal-estar, tão presentes nas relações atuais entre as pessoas com epilepsia e as sem. Ao contrário do mutismo social, é preciso promover o diálogo. Diferentemente do mal-estar, é preciso irradiar o bem-estar, capaz de trazer à luz o arco-íris, essa representação de uma aceitação incondicional. E, assim, vai ser possível frutificar o relacionamento social em torno da epilepsia.
Olho o quadro pendurado com o cartaz do I workshop: Estudo da Dinâmica Cerebral Normal e Patológica – 15 e 16 de dezembro de 2000 e sou tomado por uma onda de alegria em escrever estas linhas.
Sejam bem vindos ao portal CInAPCe. Estamos em plena fase de construção... correndo para cumprir com data da inauguração – dia 8 de Novembro de 2007. Por favor, anotem esta data nas suas agendas.Este portal está sendo desenvolvido com a intenção de ser o nosso centro virtual. De uma maneira bem resumida, dentro das facilidades do portal teremos meios de interação on-line através de ambientes de chat room, fórum. Possibilidade de passar vídeos.
Teremos uma área restrita e a abertura do sistema é hierarquizada. Além destas facilidades úteis aos alunos e pesquisadores, teremos um espaço educação para a sociedade leiga com matérias jornalísticas.Neste momento peço a sua ajuda e atenção para dirigir-se à seção de pesquisadores e atualize o seu espaço e coloque a sua foto. Esta parte será trocada automaticamente em cada acesso e tem intenção de mostrar a cara das pessoas envolvidas. Peço que encaminhem para os seus estudantes e outros Pis do projeto para esta tarefa.Caso você tenha uma foto montagem legal (gel, EEG, RM, fRMI... parte artística) que queria ceder para colocar na barra superior, nos envie por favor. A idéia é fazer troca dinâmica da mesma forma que a foto do pesquisador. Peço também que encaminhem a lista dos trabalhos, teses, etc publicados que tenha menção ao Programa CInAPCe. Estes trabalhos listados no site estarão concorrendo a um prêmio na reunião anual da CInAPCe.
Abraços